cowboy no suplemento pernambuco

Bastidores_FEV16

Nunca li David Foster Wallace. Lembro de quando Hermano apareceu com Infinite Jest debaixo do braço, aquela capa horrorosa à guisa de souvenir, outro, duas malas, mais um réveillon em Nova York com os pais. Avancei em On the road atochado no sovaco da esquerda. Nove anos se passaram e eu sempre de carona num sofá com os beats. Hermano, enamorado por DFW (mais Eggers, Franzen, Easton Ellis). Não falava de outra coisa. Embora os tópicos me soassem familiares, foi inevitável: criei birra. Nove anos se passaram antes que eu caísse em tentação e, folheando a Piauí num frio de cerâmica, acabei lendo o trecho de This is water, publicado na edição do mês seguinte ao suicídio. Quarenta e seis anos. Eu, 27.

Captura de Tela 2016-02-01 às 15.39.20baita alegria ter sido convidado por Schneider Carpeggiani e Carol Almeida pra escrever sobre o Cowboy na seção Bastidores do Suplemento Pernambuco, um dos últimos bastiões da crítica literária tupiniquim. com a bênção de Ana Cristina César na capa da edição 120 e os 20 anos de Infinite Jest então….

“There’s nothing more grotesque than somebody going around saying ‘I’m a writer. I’m a writer. I’m a writer’ (…) To have written a book about how seductive image is, how easy it is to get seduced off of any meaningful path because of the way our culture is now. What if I become a parody of that very thing?”

em tempo: cá, as Cinco notas sobre a franqueza, do Pellizzari.

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About caco ishak

deu pau no servidor da verbeat
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