as tantas aspas da vanguarda (parte 2)

Liberdade somente para os partidários do governo, somente para os membros de um partido – por mais numerosos que sejam –, não é liberdade. Liberdade é sempre a liberdade de quem pensa de modo diferente. Não por fanatismo pela “justiça”, mas porque tudo quanto há de vivificante, salutar, purificador na liberdade política depende desse caráter essencial e deixa de ser eficaz quando a “liberdade” se torna privilégio.

aspas da inigualável Rosa Luxemburgo. aperitivo de “Socialiteing e barbarismo: quando triunfa o outono no jardim de uma Rosa só.” Na íntegra, só lá no sutor.

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bienal de arte de coimbra

leonardo villaforte de volta com seu projeto paginário, versão “as mil e duas noites”, na bienal de arte de coimbra. estamos orgulhosamente lá.

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as tantas aspas da vanguarda (parte 1)

O pulo do gato? O anarquismo segundo Marx:

Por  anarquia,  todos  os  socialistas  entendem  o  que  se  segue:  uma  vez  conseguido  o  objetivo do movimento proletário, a abolição das classes, o poder do Estado, que serve para manter a grande maioria dos produtores sob o jugo de uma exígua minoria de exploradores, se dissolve e as funções governativas se transformam em simples funções administrativas.” (A chamada cisão na Internacional, Genebra, 1872, apud Rubel)

continua lendo a primeira parte da série, marxismo e estado: quando significados extrapolam (in)significantes, aqui.

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a grande aposta de sísifo

poema hiperconcreto do autor

“Não existe ironia nenhuma nessa história de ‘technicals come first’.” Para marinheiro de primeira viagem: os elementos técnicos de um gráfico precederiam a narrativa, as notícias, e não o contrário. Não seria uma declaração que faria com que as ações de uma empresa subissem (ou caíssem). A empresa é que deixaria para dar a tal declaração em determinada data pois sabe que as condições de alta (ou baixa) estariam favoráveis. O que, evidente, valeria também para governos, políticos et al, os titulares da narrativa.

entrevistei o trader Gilberto Pereira Coelho Junior, vulgo Giba, pro novo artigo no sutor que tem o sugestivo subtítulo “o absurdo como elemento técnico constitutivo da narrativa em meio à consciência do caos por-vir: entre o petrodólar e o ouro negro eurasiático.” confere lá. aqui. tanto faz.

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segundo ato

Sem recair no reducionismo “todo russo joga xadrez”, fato é que Putin se mostra um baita enxadrista político. Planeja seus passos com o máximo cuidado, leva o tempo que for necessário. Ao contrário da plateia nas redes sociais, sempre intempestivas, o presidente russo ensaia exaustivamente cada fala, cada movimento que fará em cena. Sempre soube quais seriam as consequências (o que, em corroboração, descartaria um recuo). Bem como seus pares internacionais que, ao ameaçarem excluir a Rússia — décima primeira economia mundial e maior potência nuclear — da brincadeira do lado de cá, sabem bem qual será o desfecho e já estão devidamente alinhados do lado de lá, só esperando um OK para girar a alavanca. Inclusive o cão que mais ladra. Reitero: não há ingênuos no poder, só nas redes sociais mesmo.

e mais um texto no sutor. prevejo a morte de ciao cretini, prestes a completar maioridade.

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e que venham os pós-ludistas?

Dia desses, outro Ricardo, o cartunista, Coimbra, lembrou de Ned Ludd, lendário (pois no mínimo lenda não confirmada mesmo) trabalhador inglês, “um arruaceiro vestido de Vovó Mafalda” que teria se revoltado a marteladas contra as máquinas de uma tecelagem durante a Primeira Revolução Industrial, dando origem ao ludismo, contramovimento operário no comecinho do Século XIX. Ludd, ou Edward Ludlam, ou quem (não-)fosse, por sua vez, (somos todos Ned Ludd) me puxou outras tantas memórias, a inevitável associação ao neoludismo, fruto deturpado já da Terceira Revolução, a.k.a. Digital, cujo guru, Ted “Unabomber” Kaczynski, matemático dito brilhante, passou de professor assistente da Universidade de Berkeley — reduto acadêmico da contracultura californiana, e emprego que abandonou em 1969 — a terrorista doméstico.

artigo novo no sutor. dá uma passada lá. aqui, ó.

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em colagens de márcia huber

meu cachimbo virado do rimbaud
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culpa na fina

“Ao expor conflitos no Oriente Médio e jogar luz à violência do cotidiano, Ishak denuncia com sua literatura o que, em palavras, parte da mídia banaliza em textos frios e assépticos. A realidade é suja e dolorosa, para os que padecem por ser quem são, simplesmente, em um Brasil que avança para a distopia, como alguns dos contos que se apropriam da silhueta apocalíptica. O grito de horror, essa figura simbólica na literatura, encontra um túnel amplo e fétido para ecoar neste livro.”

trecho da resenha pontualíssima de culpa escrita por matheus lopes quirino e publicada na pandêmica revista fina (finíssima). gostei bastante, mesmo. matheus também me entrevistou:

muito me preocupa o cancelamento de quem não pode mais se defender, embora a obra em si seja a melhor tese de defesa. Entender o contexto, entender o que foi dito, quando foi dito, por que foi dito. Não podemos recair no erro do inimigo se quisermos de fato reconstruir a sociedade. Não podemos atear fogo em clássicos só porque o mundo mudou — ou carrega no umbigo a pretensão de ter mudado. A censura, por exemplo. Passou das mãos do Estado pr’as mãos dos bilionários. E todo mundo parecer estar tranquilo quanto a isso. Endossam até, em nome do coletivo. Só que bruxas foram queimadas em nome do coletivo. Livros foram queimados em nome do coletivo. Obras de arte foram censuradas. Informações foram censuradas, o debate. Tudo censura. E, sabemos bem, a única censura válida é a autocensura. Quem ainda tem alguma dúvida, que releia os livros de história. Não se pode abrir mão impunemente de um princípio em nome de outro.

leia a resenha e a entrevista na íntrega: aqui. agradeço o espaço, matheus.

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culpa no página cinco

rodrigo casarin me convidou pra falar sobre culpa no podcast do página cinco.

agradeço de público o convite. prazer e honra. escuta lá, mas escuta tudo. aqui.

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de volta à tradução

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