bate-papo na saraiva

saraiva

na semana que vem, dia 29, às 19h, estarei na livraria saraiva batendo um papo com os camaradas do palavra nuvem, Gustavo Autran Rodrigues e José Mattos Neto. quem puder, compareça.

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musa rara

alguns poemas do “não precisa dizer eu também” na musa rara.

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rádio unama

amanhã, papearei com ruy montalvão (aka ratoboy) na rádio unama.

um dia, quem sabe, subo o arquivo.

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XVII feira pan-amazônica do livro

camaradas: 01 de maio, dia do trabalho, às 17h, estarei na XVII feira pan-amazônica do livro, relançando o “não precisa dizer eu também” e batendo um papo com os cinco que forem (ao ponto do autor), vai ser legal. levarei também as últimas edições do “má reputação” que tenho comigo. obra completa.

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notinha na folha de sp

A editora 7Letras promove amanhã, em sua livraria, lançamento coletivo de cinco de seus títulos de poesia. A noite de autógrafos reunirá no Rio Leda Cartum (“As Horas do Dia”), Caetano Gotardo, Carla Kinzo e Marco Dutra (“Matéria”), Marcelo Sandmann (“Na Franja dos Dias”), Ana Kehl de Moraes (“Não Falo”) e Caco Ishak (“Não Precisa Dizer Eu Também”).

deu na ilustríssima.

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notinha no prosa&verso

prosa&verso

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última parada: RJ

nao precisa dizer eu tambem - convite_7Let

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próxima parada: SP

ConviteSP-Não-precisa-dizer-eu-também

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npdet na coluna de esperança bessa

colunaesperanca

belo texto da Esperança Bessa. o autor agradece publicamente, emocionado. e lá se vão dezoito anos…

“Muito antes de se assumir escritor, Caco Ishak já usava seus textos para deixar desabafos. Ainda na adolescência, tinha na escrita uma válvula de escape para suas dúvidas, medos, anseios, expectativas, tudo com um estilo único, visceral, intenso, só seu – mesmo que a vida tentasse lhe conduzir à negação dessa veia artística pulsante. Tantos anos se passaram e as letras e o papel ainda estão ali, sendo parceiras de todas as horas. Os questionamentos continuam os mesmos, não mais com uma curiosidade juvenil, mas com a filosofia como fio condutor. Ao final, mas que dúvidas, restam certezas que o tempo traz consigo. Caco tem uma assinatura sua carregada de cultura pop, de filosofia, música e, claro, poesia em profundidade que resulta dessa ‘salada’ de referências. Todas reunidas em seu segundo livro, ‘Não precisa dizer eu também’, lançado na última quarta-feira em Belém. O livro, fininho, é daqueles para ler ‘num tapa’, em poucas horas, mas cujas provocações ficam ali como marcas para irem se incorporando aos poucos ao corpo e à mente. O livro vem depois de uma lacuna de sete anos da primeira obra lançada, ‘Dos versos fandangos ou a má reputação de um estulto em polvorosa’, pela mesma Editora 7Letras. De tanto tempo de espera foram extraídos 36 poemas alinhavados entre 2007 e 2010. Agora resta torcer para que o terceiro não demore tanto a chegar. Afinal, não precisa dizer que nós também queremos mais.”

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ndpet por ismael machado

clipping-você-2003

resenha das mais precisas do mestre ismael machado. o autor agradece, encabulado.

ei-la:

Caco Ishak é um romântico. É claro que não se deve dizer isso em voz alta, pois o que menos Ishak quer é que sejam recolhidos por aí os cacos de sua irremediável inclinação ao mais puro e deslavado romantismo. Pegaria mal a quem cultiva cuidadosamente a imagem de desterrado do paraíso, com a barba suprindo a ausência de cabelos e os óculos escuros escondendo as ruínas de noites anteriores. O cheiro de cigarro e bebida misturados às palavras completaria o quadro.

Mas, aos pedaços, Caco Ishak diz que ama. Receoso do que poderia advir de tão aberta confissão, se esconde por trás da deixa, ‘não precisa dizer eu também’. Esse é o título do mais recente livro de poesias de Caco Ishak, lançado pela editora 7Letras. 

Poesia. Caco Ishak não empunhou nenhuma guitarra, nem tentou fazer um curta metragem descolado. Não buscou tramas pós-contemporâneas no mundo digital. Escreveu poesias. Nada mais romântico.

Mas é aí que tudo começa a ficar um pouco mais complicado. Falar em poesia nesse lado do Equador é esbarrar em possíveis equívocos. Essa é a terra que cultiva Dalcídio Jurandir como expoente máximo da própria literatura. É terreno pantanoso desafiar a aquosidade dessa literatura. 

Onde as imagens sinuosas de rios e ribeirinhos? Onde o sotaque típico? Onde a tradição imutável?

Caco acenderia mais um cigarro antes de responder a essa pergunta. Que provavelmente continuaria sem resposta mesmo. Caco Ishak nasceu em 1981. Naquele ano, já longínquo, a poesia do mimeógrafo gerada na década anterior começava a ganhar corpo em pequenas e (des)pretensiosas edições. Ana Cristina César lançaria naquele ano o divisor de águas ‘A teus pés’. Chacal, Alice Ruiz, Chico Alvim, Cacaso, Leminski, todos eles, ganhavam espaço. A poesia se tornara pop. 

Cacaso, Leminski e Ana Cristina César se foram. Se vivos estivessem, talvez abrissem largos sorrisos ao serem confrontados com versos como ‘se caio do cavalo é por tentar domá-lo sempre/ainda que volte pra casa como quem conserta uma TV molhada de mijo num primeiro de janeiro’.

Sim, a linguagem é impura, como deve ser a de toda poesia que ousa chamar-se efetivamente dessa forma. Por trás da impureza, o coração se dilacera, trôpego, com mórbidas ressacas empilhadas em cima de um móvel qualquer. “Nasci vampiro, cresci cowboy/ e hoje envelheço cavalgando de polvo em polvo até a última ventosa sugando network/desenvolvi vírus/ pra morrer aos pés dum cacto/ sangrando a boca de espinhos”. 

‘Não precisa dizer eu também’ vem como uma canção rock bêbada, madrugada afora. ‘The house of rising sun’, na versão inclassificavelmente rascante de ‘White Buffalo’ seria uma escolha acertada.

Nas chuvas que assolam Belém e a redimem do pequeno inferno diário olhar a janela é lembrar das palavras em cacos de Ishak.  

‘Diz o quanto ainda te resta que eu te direi o que desperdiçar comigo’. 

A poesia está logo ali na esquina. Acaba de dobrar o quarteirão. Caco Ishak vai atrás dela. A máscara cai mais uma vez. É inevitável e forçoso admitir. Caco Ishak não tem cura. É um romântico de fim de comédias hollywoodianas. Sorte dos leitores que certamente dirão que é preciso bradar ‘eu também’.

(Ismael Machad0)

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