a cigana e o maquinista

deve ter sido alguma insolação
alguma supernova mais ao sul
ao sudoeste de um canto perdido

teu retrato em branco e preto
teu busto banhado de vinho
tua voz confinada num quarto

geralmente não dou trela
pra telenovelas mas até nisso
minha vida se provou um seriado

e viveria muito bem como ator
porque só eu sei mentir desse jeito
sou eu quem peruca pra rodar bolsinha

só não danço
mal acompanhado
nem sozinho

talvez daí a insolação
em plena madrugada

talvez só prefira
permanecer no anonimato
por trás dos panos

a continuar jogando cartas na coxia
blefando sobre viver sem amor

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quebéc

aí, o João Lemos (sim, o próprio, da Molho Negro) vai e grava um disco solo dos mais fodas. instrumental, ainda por cima. e com uma música minha. pois é, já tive banda de quarto. tem como ficar melhor? tem. no fim, o cara vai e tasca “cracking up” da Jesus & Mary Chain. yeah, yeah, baby, i’m definitely a freak. caiu lagriminha.

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há quem idealize aos nervos

há que se materializar na carne

— há sempre quem chupe um osso

há quem não assista à última temporada

há que se adiar o fim da vida

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coming soon

oitoemeio

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tom e você

tom-diárioa matéria em letras grandes e legíveis, aqui.

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vou te contar…

Convirtual Vou te contar

dia em que se comemoram os vinte anos da passagem de Tom Jobim e a festa não podia ser em melhor companhia: Vinicius Jatobá, Susana Fuentes, Angela Dutra de Menezes, Marcelo Moutinho, André de Leones, Silviano Santiago, Monique Revillion, Sandra Luz, Menalton Braff, Carlos Henrique Schroeder, Henrique Rodrigues, Mirna Brasil Portella, Lucia Bettencourt, Claudia Nina, Marilia Arnaud, Branca de Paula, Danielle Schlossanek, Antonio Carlos Viana, Adelice Souza, cada qual embalando a noite com uma música do maestro, e, é claro, nossa organizadora-amuleto-da-sorte, Celina Portocarrero (muito, muito obrigado). uma das coisas mais doídas que já escrevi, esse tal conto ao som do samba de maria luiza. feliz demais por participar. que dessa sementinha plantada lá atrás nasça um belo pé de all-star sob o qual ainda batucaremos muito nas caixinhas de fósforo da vida, até que estejam todos os palitinhos queimados. te esperamos.

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coluna da esperança bessa

dolesp-voutecontar

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a new dawn

A-New-Dawn-cover

próxima tradução. dessa vez, pela aleph. a saga pop continua. e só melhora.

ainda lembro de quando botava chewbacca pra copular com os ewoks. suspiro.

que venham john jackson miller e os rebeldes.

and may the force be with me.

.:.

e a saga não para: tarkin, de james luceno.

ou: “how to make it in the Empire”.

mais sobre o novo cânone de star wars, aqui.

TarkinCover

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as primeiras lápides com hashtags

As garçonetes todas mulheres, a porção de tripa, a generosidade da carne de sol afundada na cebola e em miúdos pedaços de tomate. Os últimos jornalistas boêmios. Os últimos jornalistas. Os novos poetas que dominam o texto & o delírio, os quais acabara de ouvir declamando no Mirante dos Poetas e agora bebiam comigo.
“As primeiras lápides com hashtags”, declamou Caco Ishak, de Belém do Pará, e aquele verso ficava rimbombando na minha cabeça.

 

jotabê medeiros escreveu um belo texto sobre o bar do léo, em são luís, e teve a generosidade de enfiar um trechinho do “eu, cowboy” ali pelo meio, e que acabou dando título à crônica. gratidão, mestre. os últimos mestres.

celso incluso. valeu demais o convite, mesmo, apesar da minha “cara de bunda”. não parecia, mas eu gozava por dentro.

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felis da vida

felisamanhã de manhã cedinho, embarco rumo às terras de dom sarney pra participar dessa que é minha menina dos olhos faz tempo: a felis, feira do livro de são luís, em sua oitava edição. enfim, conhecer em carne e osso personagens maranhenses de longa data na caixa do email e nas letras afora, zema ribeiro, maristela sena, mestre celso borges, o enfant terrible reuben da cunha rocha, com quem tenho o prazer de dividir uma mesa ao lado do mineiro wilmar silva, na sexta, às 16h, no café literário odylo costa. no dia seguinte, sábado, quem quiser me atirar uns tomates, poderá fazê-lo no mirante do convento das mercês às 18h, onde tentarei improvisar alguma dicção, o suficiente pra recitar uns poeminhas. a programação completa, aqui. agradeço demais o convite, felis da vida. que venha o reggae.

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