conta conto

alex andrade teve uma ideia brilhante de tão óbvia-porém-nunca-posta-em-prática, o conta conto. com apresentação do bruno de andrade (isso, do lume), cada episódio traz um escritor brasileiro lendo um texto de sua autoria. tive o prazer de participar com filha de uma puta virgem sob a mira da santa crista-de-galo em eclosão, um dos contos de culpa. agradeço. escuta lá e segue o canal.

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enfim: na tábua

que dupla. que time. que honra.

já em pré-venda.

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punk futuro

ao que parece, carlo kaddish está mais vivo que nunca. e anda roubando meus poemas, traduzidos pro inglês por tiago genovese. boa revista, essa punk futuro. boa proposta. não me oponho. not at all.

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aboio

Caco Ishak nasceu em 1981. Mestre em Comunicação (USP), publicou quatro livros (outros quatro na gaveta), além de ter participado de uma dezena de coletâneas, no Brasil e no exterior. Seus textos foram traduzidos para o alemão, o espanhol e o inglês. Caco Ishak morreu em 2015, embora oficialmente em 2009. Assina in memoriam. Responde por Ricardo G. Ishak desde então. Pai de Ziyad e Zalu.

incapaz de traduzir

u were right
and I left

bilíngue fez-se a fuga

(agradeço de público, meu caro leopoldo cavalcante. pra ler os outros quatro, clica aqui)

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as tantas aspas da vanguarda (parte 2)

Liberdade somente para os partidários do governo, somente para os membros de um partido – por mais numerosos que sejam –, não é liberdade. Liberdade é sempre a liberdade de quem pensa de modo diferente. Não por fanatismo pela “justiça”, mas porque tudo quanto há de vivificante, salutar, purificador na liberdade política depende desse caráter essencial e deixa de ser eficaz quando a “liberdade” se torna privilégio.

aspas da inigualável Rosa Luxemburgo. aperitivo de “Socialiteing e barbarismo: quando triunfa o outono no jardim de uma Rosa só.” Na íntegra, só lá no sutor.

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bienal de arte de coimbra

leonardo villaforte de volta com seu projeto paginário, versão “as mil e duas noites”, na bienal de arte de coimbra. estamos orgulhosamente lá.

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as tantas aspas da vanguarda (parte 1)

O pulo do gato? O anarquismo segundo Marx:

Por  anarquia,  todos  os  socialistas  entendem  o  que  se  segue:  uma  vez  conseguido  o  objetivo do movimento proletário, a abolição das classes, o poder do Estado, que serve para manter a grande maioria dos produtores sob o jugo de uma exígua minoria de exploradores, se dissolve e as funções governativas se transformam em simples funções administrativas.” (A chamada cisão na Internacional, Genebra, 1872, apud Rubel)

continua lendo a primeira parte da série, marxismo e estado: quando significados extrapolam (in)significantes, aqui.

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em colagens de márcia huber

meu cachimbo virado do rimbaud
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culpa na fina

“Ao expor conflitos no Oriente Médio e jogar luz à violência do cotidiano, Ishak denuncia com sua literatura o que, em palavras, parte da mídia banaliza em textos frios e assépticos. A realidade é suja e dolorosa, para os que padecem por ser quem são, simplesmente, em um Brasil que avança para a distopia, como alguns dos contos que se apropriam da silhueta apocalíptica. O grito de horror, essa figura simbólica na literatura, encontra um túnel amplo e fétido para ecoar neste livro.”

trecho da resenha pontualíssima de culpa escrita por matheus lopes quirino e publicada na pandêmica revista fina (finíssima). gostei bastante, mesmo. matheus também me entrevistou:

muito me preocupa o cancelamento de quem não pode mais se defender, embora a obra em si seja a melhor tese de defesa. Entender o contexto, entender o que foi dito, quando foi dito, por que foi dito. Não podemos recair no erro do inimigo se quisermos de fato reconstruir a sociedade. Não podemos atear fogo em clássicos só porque o mundo mudou — ou carrega no umbigo a pretensão de ter mudado. A censura, por exemplo. Passou das mãos do Estado pr’as mãos dos bilionários. E todo mundo parecer estar tranquilo quanto a isso. Endossam até, em nome do coletivo. Só que bruxas foram queimadas em nome do coletivo. Livros foram queimados em nome do coletivo. Obras de arte foram censuradas. Informações foram censuradas, o debate. Tudo censura. E, sabemos bem, a única censura válida é a autocensura. Quem ainda tem alguma dúvida, que releia os livros de história. Não se pode abrir mão impunemente de um princípio em nome de outro.

leia a resenha e a entrevista na íntrega: aqui. agradeço o espaço, matheus.

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culpa no página cinco

rodrigo casarin me convidou pra falar sobre culpa no podcast do página cinco.

agradeço de público o convite. prazer e honra. escuta lá, mas escuta tudo. aqui.

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