desculpem o emoticon, mas não há melhor definição pro estado de espírito.
com essa, amigos, não ganhei apenas o dia, mas: o ano.
obrigado, elvira, por fazer um cowboy sorrir.

desculpem o emoticon, mas não há melhor definição pro estado de espírito.
com essa, amigos, não ganhei apenas o dia, mas: o ano.
obrigado, elvira, por fazer um cowboy sorrir.

feliz por estar entre tantos bambas. o loid foi um grande parceiro em 2015 e seguirá sendo em 2016 – novidades em breve. só tenho a agradecer.
e vivam os indies.
Clayton de Souza fez uma leitura bem interessante do Eu, Cowboy. interessante mesmo.
a começar pela inversão da premissa: “a ‘nova geração’, tão perdida quanto a do narrador”.
e de Kerouac. Céline. Her-mano, Man-o-ela. tudo a mesma coisa.
o Cowboy, só mais uma ponta da pirâmide (do que ele, evidente, não tem consciência, vide o primeiro parágrafo extraído do romance na resenha).
ao que vale lembrar, complementando, já na quarta do tetraedro: apenas duas personagens se valem do “tu” corretamente, Mailô e a prima de Carlo, ambas en passant.
Se por um lado a linguagem torna-se personalíssima pela variação diastrática do meio em que Carlo e seu bando circulam, por outro o ritmo frasal e as extensões dos períodos vão se modalizando de acordo com os movimentos internos do personagem, bem como nas situações e ambientes nos quais se encontra (…) o autor entende o que o conteúdo demanda, e lida a seu modo com a questão.
agradeço o Clayton pelo tempo e cuidado (de costume) dispensados ao livro, o mesmo valendo às demais leituras, claro, e o Rascunho por espaço tão prestigioso.
pa’ la lupa, clica en la imagen.
baita honra: dois trechos do cowboy no blog do departamento de estudos lusófonos de paris-sorbonne, coordenado pelo grande Leonardo Tonus.
De seu promontório fraturado, o protagonista observa o microcosmo de Belém e regurgita personagens, situações e espaços cujo esgarçamento territorial e identitário desafia a própria feitura romanesca.
continue lendo aqui.
Ronaldo Cagiano escreveu uma resenha pontual sobre Eu, Cowboy na São Paulo Review, editada por Alexandre Staut e Viviane Ka. o autor agradece.
A meu ver, essa obra anda na contramão de tudo o que vem sendo publicado atualmente no Brasil em termos de ficção e que muitas vezes já chega como pacote sacralizado por certa crítica de encomenda, recebendo o incenso do consenso, mas que, no frigir dos ovos, vamos perceber que não resiste a um escrutínio, a um mergulho mais profundo do leitor.
continue lendo aqui.
(com direito a dobradinha na zona da palavra)
No fim das contas, Kaddish é mesmo um cowboy. Só que um cowboy burro: em vez de dar vários passos, virar-se e acertar uma bala no inimigo, ele aponta a arma para a própria cabeça.
bruna gonçalves escreveu a crítica que eu esperava desde o primeiro esboço do livro.
teoria (oficialmente) confirmada. continue lendo.
(coincidência) ou não, ainda ontem, conversava com um amigo sobre como me tornei estúpido, do francês martin page.
agradeço o espaço.
estamos (honrados e felizes e pluralistas) na balada literária.
ponto número um: claro que o cowboy é machista.
ponto número dois: claro que ele é punido no final.
não obstante: nada é tão claro assim.
Como falam corretamente os paraenses, não? Última província brasileira a aderir à Independência (mais por conta da estreita relação da aristocracia local com a coroa portuguesa do que real expressão da vontade popular), alguns “costumes” provincianos de fato teimam em resistir. Em especial, nossos contra-cabanos linguísticos. Pois bem. Eu, Pasquale.
E não, não falam. Ainda bem. Ou melhor: falam sim. Uma língua legitimamente urbana, viva e em constante mudança. Como deve ser. E é justo o que, linguisticamente, a cultura paraense tem de mais curioso. Um cantarolar todo próprio, construções gramaticais próprias, expressões, ainda que próprias de toda uma região.
O uso pronominal, por exemplo, e o que mais me fascina. A predominância entre os cabocos (sem L mesmo) se dá no que chamo de dialeto “parayoda” — o pronome vai (ou repete-se) ao fim da sentença:
— Tu sabe dela, tu? Quede ela? Tá lá no teu setor, ela?
— Num sei de nada não, eu. Sou trabalhador, eu, mano. Num sou bandido eu não, eu.
(leia o resto no Livre Opinião — Ideias em Debate)