Não sou crítico para formular teorias, mas – tem uma sacada do Ricardo Piglia da qual gosto: há sempre uma marca nos primeiros livros dos verdadeiros escritores. E esse primeiro livro de ficção tem essa marca. Gosto da(s) trama(s) e da ambientação em Belém. Mas gosto mais do estilo nervoso. Tem coisa ali. Nesse particular, o primeiro capítulo é primoroso, com as frases curtas que se intercalam com as longas e tortuosas, de sintaxe estranha e palavras que aparecem no meio delas de maneira surpreendente. É a marca. Não sei bem por quê, pode não ter nada a ver, mas me lembrou o estilo do Onetti. E a temática do fracasso, aí sim, tem tudo a ver com o uruguaio.

(Marechal Alvaro Costa e Silva sobre Eu, Cowboy)

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deu pau no servidor da verbeat
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