now

lambo privadas como quem lambe o amor
degusto rezando a areia dos gatos
gargarejo a água suja dos papéis que assumimos

a camisa que visto é unissex
as calças, os sapatos, tudo unissex
até as cuecas ela usa e, portanto, unissex

virginia woolf e eu uivávamos juntos
era eu quem escrevia a revolução com pagu
quem embarcou no trem com donatella

respeitem meu século vinte

não estou atrás de uma costela
nem a frente, por cima ou abaixo
todo enroscado num rabo de saia

a guerra está vencida
e agora é catequizar

a parte chata da brincadeira

opção a)
minha mulher só quer andar na rua
com seu shortinho apertado e suas coxas
grossas que eu adoro e todos podem
adorar desde que num silêncio ritualístico

opção b)
minha mulher só quer sair com as amigas
e não ser estuprada pela vadia que está sendo
ao pintar as papas da língua de vermelho e
humilhar com seu contra-falo intelectual

opção c)
minha mulher não é minha

que a guerra cesse, portanto, também na cama
que a cama passe, portanto, também a jogral

mas, querida, abre o champagne
’cause boys also wanna have fun

.:.

(poema inédito publicado na revista modo de usar & co.)

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rascunho

rascunhoentre as indicações de fevereiro do jornal rascunho. o autor agradece.

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De gonzo no busão

vendedor– Pois é, bicho, tão proibindo a entrada desses vendedores de bala nos ônibus de Belém.
– Como assim? Quem tá proibindo? Por quê?
– Daí, já não sei. Te vira. Descobre. Mas, prestenção… vai a caráter.

E lá foi Caquisraque, rumo a mais uma das roubadas em que, desde pequenino, estou acostumado a me meter. Ambulante de busão por um dia, a pauta. Seus desdobramentos ficariam por minha conta e perspicácia. O importante era reconhecer o terreno. Um dia normal de trabalho como outro qualquer, a movimentação de um piquete em frente ao órgão responsável pela proibição, coquetéis molotov nas conduções em forma de protesto. Todo esse resto dependeria de uma decisão minha. Tinha dez reais no bolso e a timidez de um líder nato. Pra descobrir, era só começar.

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O BANDO_ (SP) interpreta “pros diabos com o amor”

http://vimeo.com/79142302#

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rosaa terceira edição da Revista Rosa está no ar. entre outros: Laerte, Wilson Bueno, Marcelino Freire… e eu. com um conto recauchutado, aluga-se mártires [sic]. desabroche-se.

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beber em belém

IAPmaiores informações, aqui.

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flap em macapá

flape na semana que vem, volto a macapá depois de cinco anos. dessa vez, pra participar da FLAP — Feira de Livros do Amapá. agradeço aos poetas Herbert Valente de Oliveira e Carla Nobre pelo convite. encontro marcado com os tatamirôs, os corujas e sabe deus quais surpresas o marco zero me reserva, além de minha pivete preferida Bruna Beber — dobradinha em belém, na volta (informações em breve).

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novo vigor da literatura paraense

Há talentos ainda mais novos em plena fase de decolagem, como o jornalista e poeta Caco Ishak. Seu segundo livro de poesia, Não precisa dizer eu também — publicado este ano, já está sendo traduzido para o alemão. A obra chegou às mãos de Márcia Huber, tradutora paraense radicada na Alemanha, que convidou o austríaco Burkhard Sieber para viabilizar o lançamento do autor no país.

leia o artigo de Ruy Barata Neto no jornal paranaense Cândido.

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Bareback: a liberdade (des)embrulhada pra presente

bareback

Logo na entrada, gritos e eucalipto, Q-boa e música alta escancaravam a festa. Contando com seu então parceiro, já era a quinta pessoa para quem um sujeito de porte pequeno se abria. Longe de estar cansado, porém. A euforia, pelo que aparentava, só fazia aumentar enquanto aparava com a boca jatos de esperma vindos de todos os lados da roda formada pelos que já haviam estado dentro dela e por aqueles que esperavam sua vez para entrar. E nem eram os únicos. Organismos como aquele se espalhavam pelos cantos do lugar e eram desmontados e reconstruídos uns atrás dos outros, formando uma autêntica cadeia predatória. Um pequeno detalhe: entre eles, havia portadores do vírus HIV. O risco de contaminação era dos maiores, portanto. Mas ninguém se importava com isso.

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R.U.A. nas ruas

RUAposteDOAMprojeto R.U.A. está nas ruas, está no ar.

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