cowboy @ bh y slz

Convite Bh-01(1)no próximo sábado, dia 1º de agosto, os trabalhos começarão com leitão à pururuca, tutu de feijão, bambá de couve e muita cachaça — ou, a bem da verdade: jim beam. se os autores sobreviverem ao almoço, estaremos (Jorge Rocha, Yuri Pires Rodrigues e eu) na Casa do Jornalista, a partir das 19h, discutindo a recente produção da viuvinha, dona literatura brasileira. após o quê, haverá o lançamento do cowboy e uma palhinha da Mutável Saralho Band. os trabalhos hão de continuar no bar mais próximo. amigos mineiros: levem copos e protetores auriculares. festa organizada pela Revista Limbo, do exu cover, quem publicou, faz pouco, um poeminha colorido do cretino aqui.

e na terça da outra semana, dia 11, é a vez de são luís do maranhão, terra dos grandes Celso Borges, Bruno Azevêdo (agradeço aos dois pelos corres e convite), Reuben Da Rocha, Zema Ribeiro e, não menos ilustre, José Sarney. o cowboy vai a caráter em modelito de Tiago Trindade, chegando às 20h em ponto no Chico Discos. vinte e oito horas de estrada, ida e volta, partindo de belém. deixemos o whisky de lado, acendamos o charuto y fuerza en el bigodón.

Convite SL-01

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“moe-dells”

nicholson
Intraduzível: trocadilho entre “moe” (fazer caras e bocas, geralmente em sinal de tédio), “model” (modelo) e “dell” (um pequeno e isolado vale arborizado) de evidente conotação sexual, dada a “arborização” do “vale” entre as “montanhas de carne” nas partes baixas da anatomia feminina. No caso, das modelos — notórias especialistas em caras e bocas. “Moe” também pode ser sinônimo de “mow” (cortar/aparar a grama). Ou seja: o vale arborizado das modelos estaria devidamente aparado. [N.T.]

nova tradução do cretino aqui. saiu.

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Não sou crítico para formular teorias, mas – tem uma sacada do Ricardo Piglia da qual gosto: há sempre uma marca nos primeiros livros dos verdadeiros escritores. E esse primeiro livro de ficção tem essa marca. Gosto da(s) trama(s) e da ambientação em Belém. Mas gosto mais do estilo nervoso. Tem coisa ali. Nesse particular, o primeiro capítulo é primoroso, com as frases curtas que se intercalam com as longas e tortuosas, de sintaxe estranha e palavras que aparecem no meio delas de maneira surpreendente. É a marca. Não sei bem por quê, pode não ter nada a ver, mas me lembrou o estilo do Onetti. E a temática do fracasso, aí sim, tem tudo a ver com o uruguaio.

(Marechal Alvaro Costa e Silva sobre Eu, Cowboy)

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cowboy no livre opinião

Todo o processo de escrita desse livro foi um risco, segue sendo. talvez, o autor já esteja morto. Talvez, continue vivo, escondido pelas entrelinhas. Talvez, a resposta para a pergunta esteja aí: o próprio ato de escrever (por escrever) é o deslocamento em si. O autor sempre fugindo dos personagens, indo de encontro a si mesmo, deixando os personagens livres pra optarem entre seguir o rastro do autor ou trilhar seu próprio caminho.

entrevista concedida com o máximo prazer e honra ao Jorge, meu Filholini, durante a flip, “ao som de Lulu Santos cover”, pro Livre Opinião – Ideias em Debate.

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“cowboy-romancista”

A poesia é uma vadia. Me faz de gato e sapato. Entra e sai da minha vida como quem sofre de prisão de ventre, seguida de uma diarreia fulminante. Não tenho o menor controle sobre meu esfíncter poético. Passo meses, anos sem escrever um verso e, de repente, do nada, em duas semanas, escrevo sete poemas. A prosa, por outro lado, sempre foi mais “fácil”. Consigo abrir o computador e escrever qualquer coisa de qualidade duvidosa que, após um tempo, pode acabar sendo retrabalhada. Com a poesia, isso não acontece. Sou mulher de malandro, ok, mas faço meu doce. Quando ela, enfim, resolve voltar pra casa, ou vira de quatro duma vez e pisca em morse pro mundo ou deixo quieto, não dou bola, fico sentado, lendo os obituários no jornal, enquanto ela passa rebolando na minha frente, aquele rastro de perfume barato, pra ver se consegue chamar minha atenção. Então, sabe Deus quando deve sair o próximo de poesia. O mesmo pode ser dito quanto ao próximo romance, já sendo escrito. Mas, ao contrário do Eu, Cowboy, que saiu em 27 dias, esse, pelo visto, deve levar uns dois anos.

entrevista concedida a bruno azevêdo e tássia arouche pro ambrosia durante a flip 2015.

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poesia agora

convite Poesia Agorabom demais esse projeto. agradeço o convite de lucas viriato e yassu noguchi.

 

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eu, cowboy @ rio

Cowboy-RIO

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primeiro capítulo do eu, cowboy

Não sei onde essa história toda começou. Sei que termina aqui. Sei que não tem começo que compense o fim. Melhor parar duma vez. Não tem o que descobrir. Encosta, estaciona o carro. Recosta o banco, sossega. Deixa o motor morrer. Respira. Respira fundo, devagar. Concentra. Me escuta. Ninguém precisa saber. Como se desse pra protelar a gastura. A vida e tudo mais perdem o sentido quando se perde a ilusão de ser eterno, foi o Sartre quem disse. Por aí. Mas não. Tem sempre um evento, um vídeo, um meme, uma foto, uma polêmica, uma microcausa socioeconômica que nos faça procrastinar nossa crise existencial. Ainda que também tenha quem se valha do existencialismo pra se enturmar na esperança de odiar um pouco menos a humanidade. Tem sempre quem goste. Nunca fui bom com cardápios, restaurantes, boates. Passo fome, mas não escolho o que comer por conta própria. Tem lá suas vantagens. Acabam escolhendo por mim. Com as pessoas, não é muito diferente. Imagina o que não é abrir um menu e dar de cara com cinco mil pratos. Carnes, frutos do mar, peixes, massas, aves. Saracoteava por todas as panelas e, em todas, era só mais um — desconfortável demais pra me enturmar, desencanado o suficiente pra não me importar tanto com isso. Sempre me senti forasteiro. Aprendi a me comportar como um. A me safar como um. Nem sotaque eu tinha. Mais fácil pra mim. Não escolher. No sétimo dia, eis que tudo aconteceu ao bel prazer do acaso e não é que foi bom? Não dava pra sentir culpa se meus amigos cresceram ficando pra trás — não de mim. Continuo andando com os mesmos frustrados de sempre e só porque eu me sinto bem ao lado deles. O prazer de empurrar por empurrar. Eu também, um frustrado. Nunca me encantou a imagem do amigo proposta aos quinze bebendo vinho escondido na concepção do clima propício pra sacar da memória o dossiê da revista literária comprada na véspera e dissertar com a autoridade de um pós-doutorando em Semiótica da Contracultura Latinoamericana por toda uma noite e a manhã seguinte até que seus pais voltassem do latifúndio. Ainda assim. Acompanhei todos de perto o suficiente pra vê-los crescerem intelectuais de respeito, fossem alcoólatras ou frustrados na cama ou as duas coisas e mais as dívidas. Simplesmente preferi gastar meu tempo ao lado dos assumidamente alcoólatras e frustrados na cama. Mais as dívidas.

(pra continuar lendo, entra no blog do carreira literária)

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hoje, meu dia de cowboy

Card Convite-03(1)

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cowboy no diário

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